icone transparencia cosems     icone politicas publicas     icone transparencia minas     icone projeto conasems
         

Patrocínio promove ações no Dia Mundial da Saúde Mental

on 24 Outubro, 2016

Na última semana, a Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio desenvolveu ações em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental. O Dia da Saúde Mental, comemorado em 10 de Outubro, foi estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o propósito de mudar nossa forma de ver as pessoas com doenças mentais, já que há cerca de 400 milhões de pessoas em sofrimento mental, neurológico ou outros tipos de problemas relacionados com o abuso de álcool e outras drogas no mundo. A Política Nacional de Saúde Mental, apoiada na lei 10.216/02, busca consolidar um modelo de atenção à saúde mental aberto e de base comunitária, que garante a livre circulação das pessoas com transtornos mentais pelos serviços, comunidade e cidade, oferecendo cuidados com base nos recursos da comunidade. Muitos avanços ocorrem nesta área, porém, ainda há problemas a ser superados, sendo também importante não nos esquecermos dos erros do passado, evitando repetições de práticas segregadoras, desumanas e violadoras de direitos. 

Para isso, no último dia 11 de Outubro, na Reunião Intersetorial da Saúde Mental que ocorre mensalmente em Patrocínio, foi exibido o filme “Nise – o coração da Loucura”, dirigido por Roberto Berliner, com intuito de provocar reflexões entre servidores públicos, familiares e usuários. Nise da Silveira (15.02.1905 – 30.10.1999) foi uma renomada médica psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung. Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Ao voltar a trabalhar em um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro, após sair da prisão, a doutora Nise da Silveira (Gloria Pires) propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia.

Seus colegas de trabalho discordam do seu meio de tratamento e a isolam, restando a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma nova forma de lidar com os pacientes, através do amor e da arte. Após a exibição do filme, os presentes conversaram sobre as reflexões provocadas, novas idéias de cuidado e se mostraram motivados a continuar suas ações no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial. Além do filme, houve ao longo da semana, rodas de conversa, oficinas e grupos de sala de espera sobre temas relacionados à saúde mental e a história das políticas no Brasil.