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Leopoldina é exemplo de qualidade no tratamento da depressão

on 18 Outubro, 2017

Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é a doença mais incapacitante do mundo, tendo seu número aumentado em 20% em comparação ao ano de 2015.

Uma triste realidade também foi constatada quando contabilizaram que 800.000 pessoas tentam o suicídio por ano, ou seja, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio, e a cada três segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. A dificuldade no diagnóstico e os estigmas ainda existentes muitas vezes impedem que os pacientes busquem ajuda.

Dessa forma, observando os dados da OMS e considerando o alto índice de suicídio em Leopoldina, o prefeito, Dr. José Roberto de Oliveira, e a secretária municipal de saúde, Lúcia Helena Fernandes da Gama, resolveram combater essa realidade e desenvolveram o projeto “Pode Falar”, o qual é pioneiro na região.

O projeto “Pode Falar” funciona no Pólo de Saúde Agostinho Pestana e foi desenvolvido com o objetivo de tratar a depressão em grupos. As maiores qualidades nessa forma de tratamento são a eficiência constatada e o suporte a um maior número de pessoas, sanando assim uma grande demanda do SUS.

O “Pode Falar” acontece em quatro etapas. A primeira etapa consiste em uma triagem individual por uma equipe interdisciplinar com aplicação do inventário de Beck (BDI-II) e levantamento da história de vida do paciente. Ainda nesta etapa é decidido pela equipe qual será a melhor forma de tratamento: individual ou em grupo, analisando também a necessidade de encaminhamento para a consulta psiquiátrica, a qual estará em conjunto com ambos os tratamentos.

A segunda etapa consiste em um grupo operativo, onde os participantes se tornam ativos no processo do tratamento e tomam consciência da patologia e seus mecanismos, através de vídeos educativos, esclarecimento de dúvidas e desmistificação.

Na terceira etapa é abordado temas pertinentes à depressão (culpa, medo, luto, medicação, assertividade, etc). O espaço é aberto para que os participantes exponham suas vivências. Com a troca de experiências entre o grupo, fica nítida que a comunicação já está facilitada pelo desenvolvimento do vínculo.

Já na quarta etapa, acontece uma reavaliação dos pacientes para analisar a remissão dos sintomas. O diagnóstico não é unilateral, sendo levado em consideração a visão da equipe interdisciplinar e o auto relato do paciente. Assim, ele é direcionado ao grupo de convivência para a manutenção dos vínculos e ressocialização.

Durante todas as etapas do projeto são ofertados aos pacientes os serviços de fisioterapia, reeducação nutricional, assistência médica de várias especialidades, exames laboratoriais, assistência odontológica, além de exercícios físicos como hidroginástica, relaxamento, alongamento e confraternizações dentro e fora da unidade de saúde.