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Setembro Amarelo: Combater o estigma é salvar vidas!

on 03 Setembro, 2019

Em uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), desde 2014, é organizado nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia dez é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha deve ser realizada durante todo o ano.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente um milhão de casos de óbito por suicídio são registrados por ano em todo o mundo. No Brasil, os casos registrados chegam a 12 mil por ano, mas como muitos não são notificados esses números podem ser ainda maiores. Quase 100% dos casos de óbito por suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias.

Para o coordenador nacional da Campanha Setembro Amarelo e Presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Dr. Antônio Geraldo da Silva, prevenir o suicídio é falar sobre o tratamento dos transtornos psiquiátricos: "Em 2019, trabalhamos com o conceito de que combater o estigma é salvar vidas. Tendo em vista a relação entre o óbito por suicídio e a presença de transtornos psiquiátricos, não podemos ignorar esta informação, o suicídio é uma emergência médica e, por isso, precisa de intervenção especializada para que possa ser evitado. O papel da sociedade na campanha Setembro Amarelo é fundamental, para que possamos chegar ao maior número de pessoas possível com ações efetivas de orientação sobre o risco, fatores de proteção e também na emergência do suicídio", destacou.

Durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, realizada na manhã de quinta-feira (29/08), em Brasília, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou que o foco das ações desenvolvidas pela pasta durante o Setembro Amarelo em 2019, será o público jovem, no qual vem aumentando o número de casos e de tentativas de suicídio, enfatizando a necessidade de dar uma atenção especial em relação ao bem-estar e a saúde mental de crianças e adolescentes. Para Mandetta, o suicídio e outros temas de saúde mental devem ser tratados, com informações claras e com o máximo de naturalidade possível. "Assuntos como depressão, ansiedade e os cuidados com a saúde mental têm que ser incluídos na agenda. Temos que dizer que a depressão existe e que não se trata apenas de um estado de melancolia. Precisamos desmistificá-los, abordá-los como outros assuntos de saúde, como a hipertensão ou a diabete e valorizar a vida", ressaltou.

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Fonte: Setembro Amarelo – Agência Brasil