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Governo Federal apresenta dados do LIRAa 2018 e lança Sistema Integrado de Controle de Vetores, em solenidade de entrega de caminhonetes, para reforçar combate ao mosquito Aedes

on 13 Dezembro, 2018

O presidente Michel Temer e o Ministro da Saúde, Gilberto Occhi entregaram nesta quarta-feira (12/12), em Brasília, mil caminhonetes, para combate ao mosquito Aedes. Durante a solenidade, foram entregues 600 caminhonetes, que serão destinadas às regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Os outros 400 veículos já estão disponíveis para as demais regiões do país.
Serão distribuídos para a região Sudeste, 155 veículos, o critério para definição dos estados e regiões, foi epidemiológico e entomológico (infestação do mosquito), além de concentração populacional, as caminhonetes serão entregues aos estados e municípios para acoplar os equipamentos de fumacê para as ações locais.

Durante a entrega dos veículos, o Ministro da Saúde, Gilberto Occhi apresentou os dados do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) 2018, coletados no período de outubro e novembro deste ano, e lançou o Sistema Integrado de Controle de Vetores (SIVector). A nova ferramenta traz informações georreferenciadas para o controle do Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, mosquitos transmissores da dengue, zika e chikungunya.

Dados do LIRAa indicam que 504 municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação, com risco de surto para doenças transmitidas pelo mosquito. Ao todo, 5.358 municípios de todo o país, 96,2% da totalidade de cidades, realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

Além das cidades em situação de risco, o LIRAa identificou 1.881 municípios em alerta, com o Índice de Infestação Predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 2.628 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. Todas as capitais do país realizaram um dos monitoramentos de mosquito: 25 realizaram o LIRAa; e duas, armadilhas.
Com índices satisfatórios, apareceram os municípios de Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE). As capitais com índices em estado de alerta são: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

As capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya por apresentarem Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a 4%. As capitais Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram o levantamento por armadilha..
O mapa da dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito e das doenças. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa para que os gestores locais definam suas estratégias de prevenção. Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde. A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito.

Criadouros de mosquito

A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

Na região Sudeste o maior número de depósitos encontrados foi em domicílios, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. Nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul predominaram o lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.
Sistema integrado de controle de mosquitos

O Sistema Integrado de Controle de Vetores (SIVector) substituirá o Sistema do Programa Nacional de Controle da Dengue (SISPNCD) com informações georreferenciadas para o controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus. O software unirá dados epidemiológicos (casos das doenças) do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) com dados de controle vetorial e entomologia (LIRAa/LIA), possibilitando uma análise mais detalhada e em tempo real da situação dos estados e municípios.
O sistema irá possibilitar ao município um melhor controle das atividades de combate ao Aedes, apresentando, de forma visual, as áreas que devem ser priorizadas. A partir do próximo ano, os estados serão capacitados para utilização da ferramenta.

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Fonte: Agência Saúde